Cinco milhões de pequenas e médias empresas (PME). Este é o número de companhias no Brasil que se enquadram neste perfil e também o número de clientes que a Microsoft espera adquirir a partir do desenvolvimento de sistemas de gerenciamento baseados no conceito de computação em nuvem (cloud computing). Por meio da chamada "nuvem", grandes fabricantes de software têm-se aproximado deste nicho que tempos atrás tinha acesso a estas ferramentas restrito por conta da inviabilidade dos preços dos produtos.
O cloud computing, no entanto, aparece como principal fator de redução de preços de licenças de programas e de serviços de gerenciamento. "O sonho da Microsoft é fazer produtos de gerenciamento em nuvem chegar até todas as pequenas e médias empresas. Muitas empresas estão comprando computadores e o mercado nacional está ávido por serviços em nuvem", conta Paula Bellizia, diretora de Marketing e Negócios da Microsoft.
Segundo dados deste ano divulgados pelo instituto Gartner, investimentos em serviços de cloud computing estão entre as dez prioridades de investimentos por parte dos CIOs brasileiros em 2011. Neste panorama, os executivos esperam adotar os serviços de dados em nuvem de forma mais rápida que o esperado. Atualmente, 3% das corporações possuem a maioria da sua tecnologia da informação (TI) em nuvem, mas, ao longo de quatro anos, os CIOs acreditam que este número aumente para 43%.
"A realidade demonstrada no relatório do traz à tona a urgência e a importância de se adotar uma nova infraestrutura e operações tecnológicas, principalmente baseadas em serviços de cloud computing e virtualização. Por este motivo, ambas as tecnologias foram destacadas pelos CIOs como prioridade para 2011, até mesmo porque são meios viáveis em prol da redução de custos em TI", explica a vice-presidente do Programa Executivo do Gartner para a Amélica Latina, Ione de Almeida Coco.
De acordo com Aaron Painter, gerente-geral de Windows para a área corporativa, a Microsoft vem há dois anos criando em seu portfólio produtos que atendam PMEs. "Está claro que a nuvem vai baratear os custos em negócios que antes custariam mais. Estamos há dois anos expandindo o nosso portfólio de produtos para pequenos negócios", diz.
A estratégia da empresa para disponibilizar seus produtos às PMEs brasileiras, cujos departamentos de tecnologia da informação (TI) nem sempre vislumbram a demanda interna por serviços em nuvem por questão dos altos preços, é contar com o auxílio de parceiros que atuam mais próximos a empresas com perfil de investimento reduzido.
"Contamos com parceiros que atuam em grandes centros do País, por meio do contato direto ou pelo Microsoft Partner Network [canal de relacionamento da empresa]", explica Paula Bellizi.
Outra empresa de TI que está apostando no segmento de pequenas e médias empresas é a fornecedora de softwaresTotvs. A companhia, cujo foco do desenvolvimento são as PMEs, lançou recentemente um pacote que reúne dois ou mais negócios em uma única solução. A oferta é composta por software, infraestrutura (hospedagem ou locação de hardware), tecnologia e educação (e-learning center).
O pacote permite diversas combinações personalizadas. Entre as principais vantagens dessa oferta casada estão a possibilidade de negociação competitiva, soluções completas, comodidade e segurança de contar com um fornecedor único, além de uma entrega estruturada e segura.
Para Flavio Balestrin, diretor de Oferta e Distribuição da empresa, o pacote é altamente flexível e personalizável. Os clientes podem escolher, a partir de seu segmento de negócio, os produtos mais adequados para suas necessidades. Sugerimos um pacote-padrão que envolve software, infraestrutura, tecnologia e educação, mas o cliente pode optar por substituir ou incluir outros produtos", explica.
Telefonia
No segmento de telecom, outra empresa que busca parceiros para expandir seus serviços às pequenas e médias empresas é a TIM (Telecom Italia Mobile ). A operadora anunciou em maio deste ano a estratégia de formar parcerias comerciais com empreendedores interessados no ramo da telefonia móvel que atuam em pequenos centros do País para atingir clientes do público empresarial de PMEs, criando uma espécie de nova relação de franqueados.
"Temos cases interessantes de parceiros em todo o Brasil e queremos mostrar aos empreendedores que fazer parte desse time é explorar um mercado com grandes oportunidades e que proporciona rentabilidade a curto e médio prazo", declarou o diretor Comercial de Business da TIM em São Paulo, Dênis Ferreira.
Fonte: Incorporativa
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