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Empreendedorismo

A importância de assumir riscos para inovar na hora de empreender

20/09/2013

Empreendedor só inova quando corre riscos. Esse foi o principal assunto do evento realizado pelo Endeavor que discutiu a cultura, as oportunidades e os riscos do empreendedorismo no Brasil, na Fundação iFHC, em São Paulo. Os três palestrantes Bento Koike, fundador da Tecsis, Roberto Lotufo, professor da Unicamp, e Silvio Meira, cientista-chefe Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife reforçaram a importância da iniciativa das startups para melhorar a competitividade do Brasil no cenário global.

Correr risco pode ser produtivo.
Isso porque o desafio de fazer melhor ou começar algo que ainda não existe implica em criar novas metodologias, que se forem boas podem ser replicadas. “Quando a gente começou a fazer pás, esse era um produto novo, então a gente não tinha mesmo de quem copiar, nosso maior incentivo para inovar era a possibilidade real de a empresa morrer”, disse Koike, que precisou criar um modo prático e seguro para exportar os produtos da Tecsis – método que foi patenteado pela empresa fabricante de peças para usinas de energia eólica.

Para enfrentar o desafio, é preciso ser criativo e persistente. Koike conta que, para resolver muitos dos pontos chaves da empresa, criou uma metodologia simples com seus sócios. “Cada um de nós tinha um perfil diferente, a gente fazia brainstorm e, em seguida, um teste para ver se funcionava. Isso virou um hábito de pensar em coisa nova. Hoje eu descobri que isso tem um nome, chama-se design thinking”, disse humoradamente.

Capital não é problema.
"O Brasil já faz parte da agenda internacional de investimentos”, afirma Koike, que criou sua empresa sem a ajuda de investidores e só sentiu essa necessidade após a crise de 2008. “Eu acho que o grande fator de limitação para a inovação é a gente pensar que não consegue fazer uma coisa melhor ou diferente”.

Quem copia uma ideia começa na contramão da inovação, afinal raramente será incentivado a testar um método novo quando já existem outros que deram certo. “Se você olhar a quantidade de energia investida em criar empresas que são cópias exatas do que está sendo feito no resto do mundo, isso é um estrago. Tem que pensar no que os outros não estão fazendo e trocar a nossa ótica”, disse Silvio Meira, criticando a explosão de copycats no mercado brasileiro.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios 

 

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