Atualmente, as ações disponíveis no mercado para atender à demanda de empresasconscientes e interessadas em neutralizar suas emissões de gases causadores do efeito estufa vêm acompanhadas de um razoável custo de execução. Valor que, às vezes, impossibilita um projeto de neutralização.
“Não existe uma lei que obrigue as empresas a fazerem neutralização de carbono”, afirma o diretor de Marketing e Novos Negócios da Green CO2, Fernando A.F. Souza. “Assim, as empresas são voluntárias dessas ações. Faz quem tem um caráter ambiental ou aquelas que são forçadas pela cadeia B2B”.
Por isso, a Green CO2 criou um projeto em que transforma o custo da neutralização das emissões dos gases de efeito estufa em investimento para as empresas, o qual poderá ser atrelado às ações de marketing.
Retorno de 13% ao ano
A companhia possui unidades de gestão de florestas em que realiza o reflorestamento de espécies nativas da região amazônica. A manutenção é garantida por um período superior a cinco anos, dependendo da espécie reflorestada, e ainda oferece a extração dos frutos, manejo sustentável da madeira e obtenção do látex.
Um exemplo desse trabalho é o reflorestamento do açaí, que possui grande demanda pelo mercado nacional e internacional, graças ao seu alto valor nutritivo e sabor peculiar. E é justamente esse fruto que chega a oferecer um retorno financeiro de 13% ao ano, dentro de um período de 10 anos.
Ou seja, o valor que as empresas investem com o objetivo de neutralizar suas emissões, retornará ao caixa.
Crédito de carbono
De acordo com Souza, “as empresas que desejam realizar a neutralização de suas emissões têm dois principais caminhos a seguir: um é pelo plantio de árvores e o outro é pela compra de crédito de carbono”.
O MDL (Mecanismo do Desenvolvimento Limpo) é o instrumento criado pelo Protocolo de Kyoto, acordo assinado para a diminuição das emissões dos gases causadores do efeito estufa, permitindo a negociação dos créditos de carbono. O comércio da conservação ambiental permitiu a criação de um mercado com grande potencial de crescimento, mesmo sem a participação dos Estados Unidos, um dos grandes poluidores.
Cada tonelada do principal gás estufa, o dióxido de carbono, equivale a um crédito de carbono. Esses créditos são negociados nas bolsas de valores, como se fossem ações, entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento. Normalmente, os ricos compram os créditos de carbono dos pobres, pois não conseguem diminuir o volume de gás estufa despejado no ar.
Fonte: InfoMoney
| Voltar | Índice de Empreendedorismo |