Se hoje as empresas falam muito em investimentos para reter os funcionários, uma pesquisa recente do Hay Group, em parceria com o Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios, revela que a preocupação não é gratuita. Uma pessoa que deixa a empresa representa perder o investimento em sua contratação e treino, além da necessidade de desembolsar mais dinheiro para buscar alguém para o seu lugar. Outro problema da perda de um funcionário é que, com ele, podem ser perdidas experiência e talentos difíceis de encontrar no mercado.
Por isso, criar um ambiente que incentive o funcionário a ficar é vital para o sucesso do negócio. A má notícia é que a rotatividade deve aumentar ainda mais nos próximos anos, em todo o mundo, segundo o Hay Group. O estudo levou em conta tendências e estimativas macroeconômicas e opiniões de cerca de 5,5 milhões de funcionários de 450 empresas, de 19 países, incluindo o Brasil.
De acordo com o documento, no próximo ano o número de desligamentos em companhias do mundo todo deve aumentar em 7%, se comparado a 2013. Esse índice está diretamente ligado ao crescimento econômico global , previsto para recomeçar no segundo semestre de 2013 e continuar em 2014.
Nos próximos cinco anos, cerca de 49 milhões de funcionários devem deixar suas empresas, em comparação com 2012. Já em 2018, 192 milhões de pessoas procurarão novas oportunidades, o que representa 23,4% dos colaboradores do mundo todo.
Segundo o Hay Group, 90% das empresas entrevistadas admitem que têm problemas de retenção, mas apenas 7% delas afirmam ter um programa para diminuir a saída dos funcionários, o que é crítico se levado em conta que uma substituição pode ter um custo equivalente ao de 12 a 18 meses de salário do colaborador que deixa a empresa.
“São custos provenientes do tempo gasto até encontrar uma nova pessoa, os gastos com documentação e consultorias para a contratação e também de adaptação. Leva-se de três meses a um ano, dependendo da função, para que o funcionário dê um retorno sólido para a companhia”, afirma a consultora do Hay Group, Roberta Brandi.
Há ainda o risco de o novo colaborador não se adaptar à empresa e também a perda na “qualidade do cliente”, já que no processo de transição perde-se um pouco do contato e do histórico do cliente, de acordo com Roberta.
Fonte: Exame
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