Brasília - A sociedade está mudando bastante em vários aspectos e as oportunidades e desafios possivelmente estão no empreendedorismo. A avaliação é do professor Marcelo Neri, realizada durante palestra na reunião plenária da 19ª Semana de Capacitação do Sistema Sebrae. Segundo ele, o país precisa pensar em como incentivar o empreendedorismo por opção. “Há um ambiente favorável, criado a partir do crescimento econômico do Brasil e da diminuição da desigualdade social”, afirmou.
Marcelo Neri palestrou sobre o tema ‘Inclusão Produtiva e o Fortalecimento das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedor Individual’ na manhã desta quarta-feira (6), em Brasília. O evento realizado entre os dias 5 e 7 de abril reuni cerca de 800 colaboradores de todo Sistema Sebrae. Amanhã (7) serão realizados 16 workshops.
Para exemplificar o ambiente favorável do país, Neri afirmou que, no período de 2001 a 2009, houve crescimento de renda para os 10% dos mais pobres de 550% acima do crescimento dos 10% mais ricos. “O dado é inédito na série estatística. Isso mostra que o Brasil realmente vive a inclusão. Este fator está ocorrendo de forma acelerada no país”, destacou o professor.
Segundo Neri, dois terços dos empreendedores têm grande dificuldade com a falta de mercado, cliente e demanda. “Esse é um desafio colocado. É preciso oferecer assessoria mercadológica e capacitação profissional para esse público”, enfatizou. Outro ponto a ser trabalho é a questão da formalização, aspecto que o professor parabenizou o Sebrae pelo trabalho realizado com a aprovação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e com a criação da figura do Empreendedor Individual e o Simples Nacional.
A educação formal também é um grande desafio a ser enfrentado e uma boa oportunidade de atuação para a instituição, de acordo com Neri. “É preciso levar o empreendedorismo para dentro das escolas. O Sebrae pode apoiar o Ministério da Educação a fazer a grande revolução no ensino médio que planeja”, exemplificou. Os programas sociais representam importante espaço de apoio ao empreendedorismo no país. “Nos últimos anos demos os pobres aos mercados consumidores, é preciso ir além e dar mercados aos pobres”, finalizou.
Fonte: Incorporativa
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