O ano era 1994. O Brasil passava por eleições gerais. A Internet era restrita e engatinhava lentamente no país. Mas a informática demonstrava sinais de que poderia dar oportunidade aos que nela apostassem. E foi nesta viagem que dois irmãos embarcaram. O que eles não sabiam é que o destino final, ou parcial, seria de sucesso e de muitas realizações. Ramon e Marcelo Asensio trabalhavam como vendedores autônomos de embalagens. Eles deram ali, o pontapé inicial para um projeto que mais tarde resultaria na rede Eurodata.
Abrir o próprio negócio sempre foi o maior desejo de Ramon Asensio. Advogado por formação, iniciou sua vida profissional aos 15 anos. A escolha pelo segmento, que investiria ao lado de seu irmão, se deu após longa pesquisa. Detectaram um nicho de mercado e inauguraram em 1995, na cidade de Guarulhos (SP), a primeira unidade da escola de informática Eurodata. O investimento inicial foi feito com economias que juntaram ao longo dos anos e com o valor da venda do único automóvel que possuíam.
Eram jovens – não tinham mais do que 25 anos – mas a visão empreendedora já estava madura e as atividades começaram a dar resultados positivos. “A nossa meta para o primeiro ano da escola era conseguir 500 alunos. Os números surpreenderam e no final do período a gente já tinha 2200 alunos”, lembra Ramon. O bom desempenho fez com que o caixa da escola crescesse e novos investimentos fossem feitos.
A formatação do negócio foi bem planejada e, inicialmente, não enfrentou problemas. Ramon conta que o primeiro obstáculo sentido, passados quatro anos da primeira inauguração, foi a necessidade de implantação de um sistema de gestão unificado. Trabalho feito, os empreendedores voltaram suas atenções para um novo marco na história da rede: o início da expansão por meio de franquias. “Já tínhamos 35 unidades próprias.
A transição foi muito fácil. A administração nacional já contava com toda a estrutura montada para atender as que já estavam em funcionamento”, comenta Ramon ao fazer referência ao formato de administração que cuidava do atendimento, fiscalização, consultoria de campo, manuais de procedimentos e técnicas para as lojas próprias espalhadas pelo Brasil. A decisão foi tomada seguindo a tendência de outras redes profissionalizantes que buscavam no franchising, uma oportunidade de crescimento e expansão de suas marcas.
“Eles são a base do negócio”, é assim que Ramon define seus funcionários. O empresário acredita que o modelo de gestão no qual o quadro de colaboradores é valorizado e reconhecido traz resultados positivos para a empresa e para os contratados. A filosofia da rede consiste no investimento na figura humana. “Estimulamos que eles [funcionários] estudem, façam cursos externos”, conta o empresário que exemplifica casos de sucesso dentro da rede: “Tem gente que entrou desempenhando funções simples na escala hierárquica. Depois, passou para gerente de unidade e hoje ocupa cargo de diretoria”.
Fonte:Gestão e Negócios
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