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Empreendedorismo

Comerciante de Itapetinga (BA) conta sua história de sucesso

28/08/2012

Quem conhece a empresária Irlândia da Silva, carinhosamente chamada de Tina, proprietária de uma churrascaria, de um restaurante e pousada, de um refeitório em uma fábrica e uma lanchonete em uma universidade pública, não imagina que quando ela chegou ao município de Itapetinga, na Bahia, há cerca de seis anos, possuía apenas R$ 20,00 no bolso e muita coragem para trabalhar.

Hoje ela têm 46 funcionários e atende cerca de 400 pessoas por dia, só na churrascaria. Para administrar tantos empreendimentos, Tina conta com o auxílio de seus irmãos – um deles, Ronilton, é sócio e gerente de um dos empreendimentos – e já participou de várias ações do Sebrae na Bahia. Para incentivar o sonho empreendedor em outras mulheres, Tina resolveu contar a sua história no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, que está com as inscrições abertas até a próxima sexta-feira (31). Em Itapetinga, 132 mulheres se inscreveram no Prêmio que busca estimular o empreendedorismo feminino, reconhecendo as melhores histórias de empresárias brasileiras.

“Sou de Itapetinga, mas fui morar em Itabuna. Como só estudei até a segunda série não consegui emprego, então passei a trabalhar como diarista”, lembra a empresária. Depois ela começou a vender churrasquinho em uma avenida de Itabuna. “Montei uma barraquinha e engravidei nesta época. As dificuldades aumentaram porque o que eu ganhava só dava para pagar a água, luz e o aluguel, nem para comer direito era suficiente. Foi quando aconteceu uma grande enchente em Itabuna e perdi tudo que tinha” conta.

Com um filho pequeno, ela e o marido sem emprego, a solução era retornar a Itapetinga. Uma tia ofereceu uma casa para eles morarem. Tina fez sua ficha em uma fábrica de calçados. Apesar das dificuldades, o desejo de empreender já pulsava dentro da empreendedora. “Toda a minha infância foi dentro do restaurante da minha mãe em Macarani (BA). Então, sempre quis ter um restaurante. Decidi que não iria para a fábrica de calçados e, sim, vender churrasquinho na porta de casa”, relembra. Preocupado com a situação de Tina, um irmão que mora em São Paulo mandou R$ 200,00 para a empresária. “Pense em um dinheiro que rendeu! Tirei R$ 20,00 para o dízimo da igreja, peguei R$ 100,00 e mandei fazer uma churrasqueira. Com o restante, comprei ingredientes e paguei as contas de água e luz que já estavam vencidas”, conta a empresária.

O Churrasquinho da Tina, como era chamado, fez sucesso e já na primeira noite do negócio ela vendeu R$ 60,00. Depois um irmão emprestou um microondas e a mãe um aparelho de som. Outro irmão deu uma caixa de cerveja. Observando o movimento na pequena área da casa de Tina, uma conhecida, que tinha fechado uma lanchonete, ofereceu um freezer, um espremedor de laranja e outros equipamentos. Na hora a empresária recusou. “A moça insistiu, disse que vendia tudo por R$ 600,00 e eu só precisaria pagar seis meses depois, pois era quando ela iria para São Paulo”, conta Tina.

Dia e noite

Para dar conta da demanda da pequena lanchonete na frente de casa, a empresária trabalhava dia e noite. Ela mesma fazia o churrasquinho, a pizza, a panqueca e o molho. Acordava cedo e ia dormir duas, três horas da manhã. “Tudo o que vendia, pegava o dinheiro e corria para o mercado. Como eu estava comprando os ingredientes com preço alto, o meu lucro era pouco”, reclamava a empresária.

Próximo à casa de Tina havia uma oficina de carros. Um senhor entrou na pequena lanchonete e perguntou se ela servia almoço. Com a negativa de Tina, ele aconselhou a empresária a investir neste ramo, argumentando que, às vezes, os clientes da oficina passavam o dia esperando os carros serem consertados e ficavam com fome. Tina ofereceu a ele um bife com molho, feijão e arroz, que tinha preparado para o filho. "Imaginei que ele estava sozinho, mas estava acompanhado por sete homens! Uma vizinha me emprestou os pratos e talheres". Ao ver a casa cheia, Tina viu seu sonho começar a se realizar.

Com o passar do tempo e o grande movimento, a empresária precisou mudar o restaurante para um lugar maior e contratar pessoas para auxiliá-la no trabalho. Para conseguir pagar o aluguel do novo ponto, Tina passou a morar em um pequeno quarto dentro do restaurante, juntamente com o marido e os dois filhos.

No novo ponto, Tina conheceu e passou a contar com o auxílio de um novo amigo, que na época era gerente de uma distribuidora de refrigerante. “Ele me incentivou a vir para este ponto, me disse onde deveria ficar o banheiro, a churrasqueira, me ensinou a trabalhar com self service e me orientou sobre os alimentos que deveria vender. Seis meses depois, como ele garantiu, eu estava muito bem!”, revela Tina.

Prêmio

O Prêmio Sebrae Mulher de Negócios é dividido em duas categorias: pequenos negócios, para microempreendedoras individuais (MEI) e micro e pequenas empresas (MPE); e negócios coletivos, para membros de cooperativas e associações de pequenos negócios, com geração de trabalho e renda, formalizadas há pelo menos um ano. “Estamos cheios de expectativa, pois a história de vida de Tina é muito bonita. Uma pessoa muito simples, que começou com um pequeno negócio, mas graças à sua força empreendedora cresceu rapidamente” explica a gestora do Sebrae em Itapetinga, Bernadete Sales.

Segundo a gestora, além do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, as empresas de Tina também estão concorrendo ao Prêmio MPE Brasil, que se constitui no reconhecimento estadual e nacional às micro e pequenas empresas que promovem o aumento da qualidade, da produtividade e da competitividade pela disseminação de conceitos e práticas de gestão.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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