O crescimento do PIB no primeiro trimestre, divulgado semana passda pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sinaliza para um cenário positivo para investimentos por parte da iniciativa privada. O economista alerta, por outro lado, que futuras pressões inflacionárias, geradas por um eventual descompasso entre oferta e demanda, podem alterar as expectativas de aportes das empresas.
“O crescimento é um fato positivo, pois estimula o empresário a realizar investimentos que permitirão o crescimento do emprego e da renda, ressalvado o fato de que um eventual descompasso entre investimentos (produção) e consumo pode vir a gerar aceleração inflacionária futura. E, se a inflação altera seu patamar, a insegurança gerada nas expectativas de investimento cresce de forma mais do que proporcional”, afirma o economista.
Visibelli ressalta ainda que os gastos do governo tendem a aumentar, impulsionados pelo binômio Copa/Olimpíadas, além das obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com isso, haverá necessidade de maiores aportes de recursos que serão captados por meio de impostos ou da colocação de títulos. “Se, por um lado, contribuirão para que a tendência de crescimento do PIB seja mantida, a concorrência pelos limitados recursos financeiros irá gerar maior pressão sobre os custos financeiros das empresas, exigindo maiores cuidados por parte da iniciativa privada quanto a análise de investimentos. Temos a quadratura do círculo; o governo exerce um papel econômico, na sociedade brasileira, que encarna Deus e o Diabo, fator de crescimento e freio”.
Fonte: Incorporativa
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