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Empreendedorismo

Crescimento tímido da economia não impede aporte em startups, dizem investidores

23/09/2013

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu em um ritmo lento nos últimos dois anos, em comparação ao resultado de outras épocas. Após quase 20 anos, o dragão da inflação abriu suas asas e elegeu o antes inofensivo tomate como vilão da alta dos preços. Mesmo estando atualmente em índices menores, o real se desvalorizou frente ao dólar como não se via há quatro anos.

Todos esses fatores fizeram com que o otimismo em relação à economia visto no fim do governo Lula e no começo do mandato de Dilma fosse deixado de lado. Mas apesar disso, um grupo de investidores acredita que o momento macroeconômico do país não os impede de apoiar ideias e injetar dinheiro nas startups do Brasil. Os motivos? O tamanho do mercado consumidor brasileiro e o crescimento consistente no mercado de tecnologia local.

Investidores do Brasil e do exterior participaram de um painel de discussões no Innovators Day, evento que aconteceu nesta sexta-feira (20/9) em São Paulo. O tema da conversa era se o Brasil continua a ser "quente", um bom lugar para investir. Para o brasileiro Eric Acher, cofundador do fundo de investimentos Monashees Capital, ser "quente" é relativo. "Há dois ou três anos, o Brasil estava em alta, mas o medo era de que a economia dos Estados Unidos quebrasse. Sempre há preocupações", disse Acher.

O cofundador da Monashees também mostra otimismo ao falar de setores como o comércio eletrônico. "A economia cresce pouco no geral, mas o desempenho do e-commerce sempre cresce em dois dígitos, até por conta de uma migração do offline para o online. Nesta transição, podem surgir boas ideias e estamos em busca delas."

Mas o otimismo não é total. Pedro Melzer, que fundou o fundo eBricks há cinco meses, afirmou no painel que o Brasil ainda carece de empreendedores com ideias estruturadas. "É muito difícil encontrar empreendedores por opção, pessoas que planejaram seu negócio detalhadamente e podem provar que a ideia é boa. No Brasil, a maioria das pessoas que tem um negócio o construiu por necessidade, para sobreviver em um país em que as condições não eram as melhores", disse, apesar de reconhecer que a tendência é que o número de empreendedores por opção cresça no passar dos anos.

Já o norte-americano Dave McClure, um dos criadores da 500 Startups, empresa que funciona como fundo de investimento e incubadora, pensa diferente de Melzer. "O país está cheio de pessoas criativas e com boas ideias e não há tantos investidores, nem brasileiros nem de fora, para ajudar esses empreendedores", afirmou. Mesmo assim, McClure também afirmou que o Brasil ainda está "quente". São 200 milhões de pessoas, 260 milhões de celulares, outras centenas de milhões de cartões de créditos. É por isso que estamos aqui."

Crescimento tímido da economia não impede aporte em startups, dizem investidores


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