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Empreendedorismo

De estudante a empreendedora: a história de uma brasileira no Vale do Silício

24/05/2012

Isabel Pesce, ou simplesmente Bel, é dessas pessoas apressadas. Tem pressa de aprender, de conquistar e de passar tudo o que viu no meio do caminho para os outros. Isso explica o lançamento de seu primeiro livro aos 24 anos. A Menina do Vale, obra publicada na internet no início do mês de maio (o download é gratuito e pode ser feito no site http://ameninadovale.com/), reúne textos escritos pela paulistana durante os anos que passou no MIT (Massachusetts Institute of Technology), uma das mais conceituadas universidades do mundo, e no Vale do Silício.

Bel está à frente da Lemon, startup que lançou, em outubro de 2011, um aplicativo de finanças pessoais que já conta com mais de 1 milhão de usuários. Bel não revela o faturamento, mas sabe-se que o empreendimento recebeu um aporte de US$ 10 milhões do fundo Lightspeed Ventures. Com o seu negócio no rumo certo, o que ela quer agora é inspirar os outros.

A ideia de lançar um livro assim, de graça e online, veio porque, para Bel, o conceito de empreendedorismo se baseia em duas perguntas: “Quantas pessoas você consegue tocar com o que faz?” e “Você toca essas pessoas de maneira positiva?”. A Menina do Vale fala de questões práticas na rotina de um negócio, com soluções simples baseadas em um princípio básico: nunca deixe de tentar. “Essa ideia faz parte da cultura dos Estados Unidos. Aqui, falhar é necessário para o aprendizado”, diz.

Quando entrou no MIT, Bel quis conhecer tudo o que a instituição oferecia. Participou de concursos, desenvolveu projetos e aproveitou as parcerias que a universidade tinha com grandes empresas de tecnologia. Foi na Microsoft que a paulistana fez o seu primeiro estágio, em 2007. Três anos depois, foi para o Google.

Depois de formada, Bel ainda chegou a participar de um mestrado do Google em parceria com o MIT, mas não o concluiu. “Eu ficava andando pelos corredores e pensava em como seria construir tudo aquilo”, diz. A paulistana, então, trancou o curso e decidiu que queria empreender. Juntou-se com alguns colegas e foi administrar três times de engenheiros na Ooyala, uma empresa de plataformas de vídeo que tem entre seus clientes o canal de TV ESPN. Foi quando conheceu o empreendedor argentino Wence Casares.

Os dois começaram a discutir novos empreendimentos e daí nasceu a Lemon. “Nós partimos da ideia que, hoje em dia, ninguém mais anda com a câmera fotográfica se tem o celular na bolsa. Mas a gente ainda anda com a carteira. E se tentássemos tirar a carteira?”, questiona. O aplicativo não faz pagamentos, mas facilita a organização das finanças do usuário, dando a possibilidade de ele se livrar das notinhas fiscais espalhadas na bolsa. O programa básico é gratuito, mas algumas funções são cobradas, como obter relatórios de gastos de uma empresa.

A sede da Lemon fica em Palo Alto, onde Bel mora, mas parte do negócio está em Buenos Aires. “Montar uma empresa no Vale do Silício é muito caro, a mão de obra é cara. Esse foi um dos motivos para nós dividirmos a Lemon”, explica. É a jovem que cuida de toda a parte estratégica da startup, como parcerias, capitalização e novos negócios. São áreas com as quais ela não havia tido contato na Microsoft ou no Google. “É muito legal ver um negócio sair do papel, tem sido uma experiência incrível”, diz. O curioso é que, mesmo com toda a sua pressa por realização, Bel escolheu o caminho mais difícil: começar um negócio do zero, só porque era seu sonho. Deu certo.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios


 


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