No segundo dia da Virada Empreendedora, Marcelo Nakagawa, professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper, apresentou um workshop de introdução a negócios sociais. Por meio da análise de trajetórias de empresas como Patagonia, Whole Foods e Method – marcas americanas que obtiveram grande sucesso com esse modelo – Nakagawa apresentou um panorama geral do setor. “Existem diversos critérios para definir um negócio social. O mais importante deles é a busca por um propósito maior, focado na resolução de problemas ou na preservação de recursos. O lucro como consequência – e não como objetivo final - é o pilar central desse tipo de empresa.”
Sobre os maiores problemas enfrentados por fundadores de negócios sociais, o professor destacou a dificuldade em encontrar modelos de receita coerentes com propostas sustentáveis, assim como a precificação de acordo com propostas de alto valor agregado. “Essas questões podem ser facilitadas pela criação de conselhos consultivos e por conversas com mentores. Isso tira o peso da decisão solitária sobre questões de conflito entre significado e capital.”
Em contraponto aos desafios do segmento, Nakagawa ressaltou algumas vantagens, como o alto potencial de longevidade de projetos de alto impacto. “Esse perfil de empreendedor é extremamente comprometido com sua causa. Ele está em uma maratona de negócios com foco no longo prazo. Trata-se de um comportamento com grande força de engajamento entre parceiros, clientes e investidores.”
Sobre a Virada
Organizado pela Rede Mulher Empreendedora e o MyJobSpace, o evento reuniu cerca de mil visitantes, em uma agenda de 24 horas com atividades, jogos, networking e apresentações de 80 palestrantes, na sede da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Confira mais ingormações do evento site oficial da Virada Empreendedora.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios
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