• Fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial, o professor de economia alemão Klaus Schwab afirma que os países latino-americanos precisam "avançar em EDUCAÇÃO, infraestrutura, inclusão social, financiamento e inovação" para melhorar o grau de competitividade de suas economias e garantir um crescimento sustentado.
Em entrevista ao GLOBO, Schwab, que abre hoje no Rio a sexta edição para a América Latina do fórum que criou 40 anos atrás, em Davos, na Suíça, revela otimismo sobre o avanços conquistados e o papel que começa a desempenhar os países da região.
- Desde que se consiga construir uma base sólida para os próximos dez anos, esta pode muito bem ser a década da América Latina - diz Schwab. - A região retirou 40 milhões de pessoas da pobreza em apenas seis anos, embora a desigualdade permaneça como um desafio importante.
Segundo ele, os países latino-americanos "já emergiram econômica e politicamente no cenário mundial" nos últimos anos. Schwab lembra que o México é o próximo país a assumir a presidência do G-20 e cita a presença do Brasil no grupo dos Brics.
Mas outros problemas também estarão em debate no fórum: inflação acelerada, câmbio apreciado e superaquecimento. Os problemas de curto prazo dos países mudaram desde a última edição regional do forum no Rio, em abril de 2009, quando os países estavam mergulhados na recessão.
Brasil e México devem liderar crescimento econômico O evento deste ano também ficou maior: 700 participantes de 42 países, um recorde. A presidente Dilma Rousseff, que faria hoje a abertura do fórum, transferiu sua participação para amanhã.
Serão, ao todo, 29 painéis que tratarão de três temas básicos: governança regional e internacional; avanços em inovação e produtividade para o crescimento equitativo; e promoção de parcerias para o desenvolvimento sustentável.
Segundo Marisol Argueta de Barillas, presidente do Fórum para América Latina e Caribe, a inscrição para o evento precisou ser encerrada um mês antes por causa da grande procura. Muitos países que não integram a América Latina enviaram representantes devido ao interesse na região. Somente a comitiva dos EUA desembarca no país com 39 participantes.
- Temos, agora, cinco países da América Latina com grau de investimento. O interesse é grande. E Brasil e China devem se tornar os grandes catalisadores desse crescimento econômico e social da região - acrescenta Marisol Argueta.
Fonte: O Globo (RJ)
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