Sem entender de tecnologia, o mineiro Gustavo Caetano fundou a Samba Tech, a maior distribuidora de vídeos online do país. Seu desafio agora é crescer com novos negócios A capacidade de enxergar uma oportunidade e criar uma solução para atender a uma nova demanda bem antes dos outros é um traço comum a muitos empreendedores de sucesso.
Também é dessa maneira que Gustavo Caetano, de 30 anos, vem forjando sua história à frente da Samba Tech, empresa de tecnologia de Belo Horizonte especializada na distribuição de vídeos online. Criada em 2004, quando Caetano era ainda estudante, a Samba Tech vem crescendo velozmente e deve faturar 20 milhões de reais até o fim deste ano – o dobro de 2011 (veja quadro com alguns números da empresa). “O desafio é se reinventar o tempo todo, mesmo se o negócio estiver dando certo”, diz o jovem empresário. “É preciso estar atento aos movimentos do mercado.” Hoje, a Samba Tech é uma espécie de YouTube feito sob demanda. “Cuidamos de todo o processo de armazenamento e transmissão de conteúdo digital dos clientes. Só que fazemos a distribuição de forma organizada e apenas para públicos específicos.” Com esse modelo, a Samba Tech conquistou clientes importantes. Entre as empresas atendidas estão a TIM e O Boticário, que usam a tecnologia para treinamento de funcionários de vendas e franqueados por todo o país.
Universidades usam a ferramenta para ministrar cursos à distância. Caetano também cuida do conteúdo digital de vários grupos de comunicação, que precisam armazenar um grande volume de dados. Em 2011, a Samba Tech transmitiu mais de 100 milhões de vídeos – é a maior empresa desse segmento no país. “Nossas perspectivas de expansão são muito boas”, diz Caetano. “Mas não dá para se acomodar.” le confessa que não entendia nada de tecnologia. Mas isso não o impediu de transformar a então revenda no negócio de agora. “Hoje, conto com uma equipe de excelentes profissionais e sei dividir tarefas, deixando as coisas que nunca soube fazer para os especialistas.” No início, para montar o protótipo do que seria a nova Samba Tech, Caetano teve ajuda de um recém-formado, versado em sistemas. “Por quase um ano, éramos apenas quatro pessoas tocando toda a operação”, afirma Caetano. Em 2008, um aporte de 3 milhões de dólares da FIR Capital – gestora de fundos de capital empreendedor (venture capital) – deu o fôlego necessário para o negócio deslanchar. Outros planos – Os planos de Caetano para a Samba Tech consideram uma possível abertura de capital da empresa, em alguns anos, ou ainda a venda de parte do negócio a um grupo estratégico. “Foi isso que aconteceu com o Buscapé e deu certo”, diz Caetano. “Empresas de tecnologia, num determinado momento, precisam de apoio financeiro e de conhecimento para expandir ainda mais”, diz o empresário, mostrando que, uma vez mais, está de olho no futuro.
Fonte: Revista Veja
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