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Empreendedorismo

Empreendedor baiano cria rede social para troca de games

10/05/2012

Não há felicidade de gamer com um jogo que dure para sempre. Uma hora ele passa todas as fases, vence todos os chefões e no fim só resta jogar ocasionalmente para lembrar um pouco daquela diversão de outrora. E os jogos para videogames não são baratos. Então o que fazer quando aquela mágica inicial acaba ou quando o jogo decepciona as expectativas do jogador?

Está na hora de trocar! Ou de Gamutar. Esse é o nome da rede social criada pelo baiano Jan Gomes de Souza, 31 anos, e que serve para facilitar o contato desses gamers e permitir a troca dos jogos. Formado em ciência da computação, ele usou o seu tempo livre como especialista em TI em uma multinacional para desenvolver o projeto dessa rede. “Construí todo o projeto, desde a análise até a implementação do software, bem como o design e a manutenção dos servidores”, afirma. Por isso, o único custo inicial para o lançamento do Gamutar foi de US$ 20 (R$ 38), gastos no aluguel de um servidor.

Nessa rede social, usuários criam perfis e postam os jogos que gostariam de trocar e aqueles que desejam conseguir. Essa listagem permite que outras pessoas possam entrar em contato e efetuar as trocas. Os usuários também podem oferecer dinheiros pelos games. A primeira versão do site foi lançada em 2010 e hoje já possui mais de 3.000 usuários. Atualmente, Gomes procura investimento para alavancar sua startup.

Conversei com esse jovem empreendedor em nossa Twittrevista para conhecer mais o projeto. Confiram:

De onde surgiu a ideia para lançar o site?
A necessidade é a mãe da inovação. Com o Gamutar não foi diferente, a ideia surgiu da minha necessidade de trocar jogos com meus amigos.

Quantos games já foram cadastrados e de quais consoles?
Atualmente temos cadastrados jogos nas plataformas PS3, Wii, Xbox, PSP, Nitendo DS e PC, o que dá um total de mais de 10 mil jogos.

Vocês não se responsabilizam pelo momento da troca entre usuários, correto?
Exatamente. No modelo atual, a troca é de responsabilidade exclusiva dos usuários. Somos o facilitador para as trocas.

Já apareceram usuários reclamando de problemas na hora da transação?
Sim, existem reclamações, porque sempre existe aquele malandro online.

Como vocês lidaram com isso?
Adotamos o modelo de avaliação da reputação de cada um e orientamos aos usuários a terem cuidado no momento da troca.

Há muitas trocas injustas?
O conceito de troca injusta é relativo, uma vez que ruim para mim pode ser muito bom para você.

Mas você já viu games muito ruins serem trocados por games muito bons?
A vantagem é poder trocar um jogo que você não vai mais jogar por outro que lhe agrade, mesmo sendo mais barato. O importante é a diversão.

Vocês pretendem fazer a integração do site com outras mídias como Facebook e Twitter?
Já temos um aplicativo alfa tanto para o Facebook como no Orkut.

Você já começou a faturar com o site?
Não, mas já troquei alguns jogos com outros usuários e com amigos pelo Gamutar, ou seja, provando o conceito de continuar com a diversão.

Qual será o modelo de faturamento do Gamutar?
Posso adiantar que o faturamento no futuro será baseado em uma taxa para permitir mais segurança nas trocas.

Qual jogo os usuários mais querem trocar atualmente? E por quê?
Geralmente jogos anteriores. Quem tem o Modern Warfare 3, da série Call of Duty, não joga mais o Black Ops, por isso quer trocar.

Já apareceu alguém querendo trocar jogos de consoles antigos?
Sim. Essa é uma reivindicação de nossos usuários.

Quais são os projetos futuros para a rede?
Queremos ser a referência em jogos, reunir em um só lugar trocas, vendas, avaliações, análises e notícias sobre jogos.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios


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