Brasília - A estabilidade macroeconômica e o crescimento do país passa pela inclusão produtiva e financeira. Um dos aspectos que tem contribuído para esse processo é a atual formalização dos 1,7 milhão de empreendedores individuais (EI). São negócios que saíram da informalidade e representam atividade produtiva perene. A análise é do diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.
O diretor do Sebrae participou na tarde desta terça-feira (22), do III Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, em Brasília. O evento prossegue até amanhã (23). Cerca de mil pessoas, entre representantes do governo, estudiosos e fomentadores nacionais e internacionais, vão discutir soluções para a construção de um sistema financeiro sustentável, eficiente e inclusivo.
No evento, Carlos Alberto recebeu das mãos do secretário executivo do Banco Central (BC), Luiz Edson Feltrim, uma placa de homenagem pelo apoio que tem dado, por parte do Sebrae, para o crescimento do debate da inclusão produtiva no país. “Em 2004 o BCl firmou convênio com o Sebrae, que tem sido o sustentáculo da parceria. Sem o Sebrae teria sido difícil construir esse caminho”, afirmou Feltrim.
Carlos Alberto destacou que o Brasil tem avançado sobre o tema inclusão produtiva porque a instabilidade macroeconômica tem permitido a expansão do mercado. Crescimento que, segundo ele, passa pelo processo de inclusão produtiva de uma parcela importante da sociedade brasileira. As exemplificar isso, ele citou a formalização de 1,7 milhão de empreendedores individuais. “São brasileiros que saíram da informalidade. Nós desconhecemos de uma experiência como essa em outros países, que teve tamanha magnitude”, afirmou.
Para Carlos Alberto, o EI significa para o agente financeiro uma aposta no futuro. “Não é uma atividade sazonal, e sim, uma atividade produtiva perene”. O diretor ressaltou que a inclusão produtiva também é um dos braços do Bolsa Família, programa de transferência de renda do governo. “Já foram identificados 106 mil empreendedores individuais que recebem o benefício. “Vamos levar assistência técnica para esse público. A proposta é que, em um segundo momento, o benefício não seja mais necessário”, afirmou.
O diretor do Sebrae também destacou os avanços ocorridos para as pequenas empresas. Ele se referiu ao aumento dos tetos do Simples, sancionado recentemente pela presidente Dilma Rousseff. “As pequenas empresas é a bola da vez do sistema financeiro brasileiro. Porém ainda há desafios, como o não acesso ao crédito por insuficiência de garantias. “Nesse sentido, já há no país alguns mecanismos como os fundos garantidores e as Sociedades de Garantia de crédito (SGC)”, disse.
Fonte: Sebrae
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