Goiânia - Após dez anos como fabricante de roupas em Goiânia (GO), a empresária Ângela Maria Kamiya, de 41 anos, inaugurou sua primeira loja no varejo, que fica no Setor Norte Ferroviário, o novo polo de moda da capital goiana. “Para crescermos cada vez mais é essencial que estejamos em vários mercados ao mesmo tempo,” avalia Ângela, que espera, a partir do próximo ano, faturar em torno de R$ 25 mil mensais – o dobro do que fatura hoje. "A loja ainda é bem pequena, mas em compensação estamos em um ótimo local, próximo à Rodoviária. Vamos evoluir e amadurecer aos poucos", afirma.
O próximo projeto da Kamiya Criações é voltar a trabalhar com representantes já em 2013. A empresa já utilizou esse tipo de serviço de 2006 a 2008, quando, na ocasião, foi necessário investir na qualidade das roupas. “Percebemos que o lojista é mais criterioso e exigente que o consumidor comum. Dessa forma, tivemos a oportunidade de melhorar a qualidade do nosso produto e ganhamos mais credibilidade no mercado”, destaca.
Na época, a representação foi feita em Goiânia e em algumas cidades do interior de Goiás, como Rio Verde, Inhumas, Rio Quente e Pirenópolis. Segundo Ângela, o trabalho é complicado, porém, mais lucrativo. A empresária explica que o novo plano para atrair de volta os representantes tem o Sebrae em Goiás como parceiro. “Já participei de diversas capacitações no Sebrae, como o Programa Agente Local de Inovação (ALI), Estratégia para a Produção, Gestão Financeira na Medida, Identidade Visual e Site e Gestão da Inovação”, afirma.
Especializada em moda masculina, a Kamiya Criações fabrica, em média, três mil camisetas por mês. Ângela conta que a empresa surgiu da tentativa de melhorar sua renda, a partir da venda de uma motocicleta. "Comecei o negócio vendendo minha moto por R$ 2 mil. Comprei as primeiras peças de roupas em Minas Gerais para vender em Goiânia. Com a ajuda de amigos, fui conhecendo melhor o mercado e entendendo mais do assunto. Foi um período muito cansativo, vendia as roupas em feiras, mas hoje consigo colher bons frutos”, revela.
A confecção teve início apenas com um empregado, em um galpão nos fundos da casa da empresária. Atualmente, o empreendimento conta com nove empregados na confecção e um na loja.
Fonte: Sebrae
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