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Empreendedorismo

Empreendedoras obtém sucesso em ramo considerado masculino

07/03/2013

Atendendo o segmento da Construção Civil e lidando diretamente com profissionais do sexo masculino, quatro franqueadas da Casa do Construtor contam como obtiveram sucesso fornecendo de betoneiras a compactadores aos seus clientes, que pedem a elas informações sobre os equipamentos mais indicados para suas obras.

Compactadores, betoneiras, painéis metálicos para andaimes, ferramentas elétricas, rompedores, esmerilhadeiras... Nenhum desses equipamentos fazia parte da rotina da professora de matemática paulistana Wilce Maciel que, ao se ver prestes a aposentar-se, decidiu buscar um novo segmento de trabalho. “Pensei em uma franquia, mas nunca na área de locação de equipamentos para construção civil. Pesquisando o mercado com meu marido, porém, conheci a Casa do Construtor. Fomos nos inteirando do segmento, avaliando a possibilidade e, quando me dei conta, estava atrás do balcão”, lembra ela.

A loja, instalada no bairro de Santana, em São Paulo, é dirigida pelo casal, mas Wilce não fica só na administração do negócio. “Eu vou para o balcão e conheço bem o segmento porque aprendi com cursos dados na franqueadora, muito estudo e no dia a dia o uso de cada equipamento, bem como a indicação para que meus clientes aproveitem melhor a locação”, orgulha-se ela, que não quer parar de aprender, busca se informar tecnicamente e cita a todo momento a NR-18, Norma Regulamentadora que estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indúst ria da Construção. E se não sabe alguma coisa no momento da locação? “Eu não me aperto, vou na hora buscar ajuda com o meu amigo Google para responder alguma dúvida de um cliente”, relata a franqueada, com todo o seu bom humor.

A Casa do Construtor é uma rede com 150 lojas distribuídas em todo o Brasil. Dentre seus franqueados, há inúmeras mulheres, que viram no boom da construção civil um excelente momento para investirem no setor. “Hoje, nossa rede é bem heterogênea, com exceção especificamente no que tange à manutenção dos equipamentos, já que ainda os homens são maioria. Mas quando o assunto é gerência de franquia, as mulheres não têm qualquer dificuldade”, comenta Expedito Arena, sócio franqueador.

Todas as entrevistadas aqui confidenciam que sabiam pouco no começo, mas que logo se apaixonaram pelo ramo e foram evoluindo conforme as situações do dia-a-dia, bem como com as dúvidas e dificuldades em sanar uma demanda de um cliente. Nenhuma delas desistiu, só aperfeiçoou-se.

Outros cases

A Casa do Construtor de Valinhos (SP) é tocada por uma dupla interessante: Gislaine e Angélica Cáceres, mãe e filha. “Devagarzinho, fomos construindo a loja em local próprio e aprendendo sobre o segmento, o que nos deu confiança para pensar, num futuro próximo, na possibilidade de abrir outra franquia. Estamos felizes não só financeiramente, mas também profissionalmente, o que é importante, porque recebemos da franqueadora o prêmio de Loja Padrão em 2010 e 2011, em primeiro lugar, e Loja Top de Crescimento na segunda colocação também no ano passado”, dizem.

Outra franqueada, Aline Stelzer, de Vila Velha (ES), já comanda a sua segunda loja. “Com a experiência de três anos na loja de Vila Velha, decidi investir numa cidade próxima, Cariacica. Estou acostumada a lidar com o público masculino porque vim de um ramo que era exclusivo masculino, que é o automotivo, e também tive várias dificuldades, mas hoje vejo que as mulheres não deixam a desejar”, diz. Com apenas 32 anos e duas franquias para cuidar, reparou que muitos clientes gostam e preferem ser atendidos por mulheres. “Talvez seja pela percepção, intuição, sensibilidade, não sei, eles falam que com mulher é diferente”, acrescenta.

Com muito bom humor, a franqueada Wilce lembra que quando dizia o seu nome, todos achavam que se tratava do homem responsável pela franquia, e que ficavam meios desconfiados quando a viam pessoalmente. “Hoje, é diferente: vou da vassoura ao computador, mas não voando”, diz, referindo-se ao fato de fazer de tudo na loja, com muito empenho e prazer.

Fonte: Incorporativa


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