Apesar de faturarem alto com seus sites de venda de móveis e objetos de decoração, os empresários João Livoti, da Desmobilia, e Alexandre Rei, da Coisas Geniais, investiram em lojas de rua em São Paulo. O objetivo é fortalecer as marcas e ganhar a confiança de clientes ainda receosos de comprar pela internet. O curitibano João Livoti, 49 anos, montou o acervo de móveis vintage, em 1999, com R$ 20 mil e lançou o site em 2001. Em dois meses, recuperou esse valor. “Hoje para criar um e-commerce precisa de muito mais dinheiro”, afirma. Para quem quer entrar no negócio, ele aconselha tratar a loja virtual como se fosse física, com o dobro de empenho e dedicação. “O site é dinâmico e deve ser impecável. Fica sozinho no ar, mas depende da atenção do dono”, diz. Resultado disso: o endereço virtual da Desmobilia registra 800 pedidos por mês.
Como 60% dos compradores são paulistas, em 2005 João instalou uma loja de 300 m² em Pinheiros e, no ano passado, outra de 250 m² na Vila Madalena. “São Paulo é a vitrine do país e esses bairros têm o perfil do mobiliário retrô”, explica. Em cada endereço, há dois vendedores. Com oito funcionários, o site recebe 150 mil visitas mensais. “Nunca entra essa quantidade de pessoas nas lojas, mas elas fortalecem as vendas pelo site, que é responsável por 70% do faturamento”, diz. Muitas vezes, o cliente vai ver pessoalmente os móveis, mas faz a compra no site. “O maior desafio é apresentar diariamente peças novas para mantê-lo interessado”, afirma.
O paulistano Alexandre Rei, 27 anos, viajou durante cinco meses, em 2008, por vários países antes de criar o site Coisas Geniais. Voltou com um contêiner lotado de gadgets e peças extravagantes para casa. No total, investiu R$ 250 mil, que recuperou em um ano. “Somente monte um e-commerce quando estiver bem estruturado”, afirma. Para ter clientes fiéis, ele sempre traz novidades. “O desafio é constante. A cada quatro meses, eu troco a linha de produtos”, diz Alexandre.
O mesmo dinamismo existe na loja de 400 m² que ele inaugurou em janeiro deste ano na Vila Olímpia. “Investi R$ 1 milhão na infraestrutura e hoje tenho 20 funcionários, a maioria cuidando do site”, afirma. A loja funciona mais como ponto de marketing no bairro com muitos escritórios. “Na hora do almoço, entram de 30 a 100 clientes para conhecer e entender os produtos”, diz. Com 700 itens e 10 mil acessos por dia, o site faturou R$ 1,5 milhão em 2011. “Não avaliei as vendas da loja, mas vou abrir outras na cidade.”
Fonte: Revista Casa e Jardim
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