A luz e o calor do Sol são uma delícia, mas infelizmente podem causar danos à nossa pele. Quando se pensa em proteção contra as radiações, vem logo à mente o bom e velho protetor solar. Mas uma dupla de empreendedores quer que uma outra alternativa fique mais conhecida pelos brasileiros: roupas com proteção solar. Em 2012, o carioca Waldo Silva, 43 anos, e Lívia Oliveira, paulistana de 33 anos, criaram a Sunthrice. Em seu primeiro ano, a empresa baseada em São Paulo faturou R$ 560 mil. Para 2013, o plano é quadruplicar as vendas e chegar a R$ 2 milhões.
Waldo e Lívia já tinham trabalhado em empresas de roupas com proteção e, movidos pela vontade de empreender e pela busca de mais liberdade para criar, resolveram abrir o próprio negócio. "As coleções da outra empresa eram 'engessadas', não tinham cor, nem liberdade de movimento. Como já conhecíamos a área e acreditávamos na Sunthrice, resolvemos abraçar a ideia", afirma Lívia, que é estilista e ocupa o cargo de diretora de criação e imagem da empresa. O investimento inicial dos dois na Sunthrice foi de R$ 60 mil.
Mas como fazer uma roupa proteger contra o Sol? A estilista da Sunthrice explica. Basicamente, há três maneiras de fazer a roupa funcionar como um protetor: a partir do tingimento das peças com substâncias protetoras, fabricando o tecido de forma que a estrutura de suas fibras não absorvam a radiação ou usando materiais cujos compostos naturalmente reflitam os raios. "O tipo de proteção utilizada varia de acordo com a peça", afirma Lívia. A Sunthrice fabrica camisetas, camisas, saídas de praia, chapéus, luvas e guarda-sóis, dentre outros produtos.
Tudo que é produzido pela empresa tem fator de proteção solar (FPS) 50, proteção máxima certificada pela Agência Australiana de Proteção à Radiação e Segurança Nuclear (Arpansa, na sigla em inglês), único órgão reconhecido mundialmente pela certificação de produtos que protegem contra os danos causados pelo Sol.
Para Silva, a trajetória da Sunthrice se divide em duas partes, com a segunda a começar na próxima semana. Na primeira, o foco era faturar mais com vendas por atacado; agora, a Sunthrice vai optar pelo caminho das vendas pela internet. "Antes, 80% de nossas vendas ocorriam no varejo e 20% no e-commerce, mas vamos inverter essa relação porque acreditamos que poderemos ter um alcance maior e atingir todas as regiões do Brasil e também o exterior", diz ele, que atua como diretor comercial da empresa.
No dia 18 de setembro, a Sunthrice vai lançar seu novo site, com uma loja virtual atualizada, e também divulgará sua nova coleção. As expectativas para essa nova empreitada são as melhores possíveis para os sócios da empresa. "Estávamos inicialmente trabalhando com a meta de faturar R$ 1 milhão em 2013, mas estamos vendo tanta procura pelos produtos que já planejamos passar dos R$ 2 milhões neste ano", afirma Silva. Para o futuro, o otimismo continua. "Nos próximos cinco anos, pretendemos fazer com que a marca seja reconhecida pela qualidade e queremos alcançar a liderança nacional do segmento", diz ele.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios
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