A internacionalização é uma das principais estratégias adotadas pelos países que buscam competitividade e desenvolvimento econômico equilibrado. No entanto, de acordo com o consultor espanhol Carlos Tarrasón, as políticas, programas e ferramentas para exportação ainda são pouco adotadas pelas micro e pequenas empresas (MPE). O assunto foi debatido na quinta-feira (20) durante o 6º Congresso Latinoamericano de Clusters, em Ouro Preto (MG).
Tarrasón afirmou ainda que os Arranjos Produtivos Locais (APL) têm que estar integrados a redes globais, pois elas facilitam o diálogo e a parceria entre empresas. Um exemplo é o polo de eletroeletrônica de Santa Rita do Sapucaí (MG). Formado por 141 empresas que geram dez mil empregos, o APL concentra empreendimentos com tecnologia de ponta. “Santa Rita do Sapucaí é uma cidade pequena, com cerca de 40 mil habitantes. Mas recebemos muitos estrangeiros interessados em fazer negócios. Para sobreviver localmente, temos que ser competitivos globalmente”, explica José Domingos Adriano, da empresa Exsto.
Comitê binacional
A criação do Comitê de Integração Chile-Argentina foi a forma encontrada pelos dois países para intensificar o fluxo comercial, principalmente de frutas e outros produtos alimentícios. De acordo com o argentino Fernando Marques, existem hoje 25 comitês de integração em diferentes regiões, sendo 12 no Chile e 13 na Argentina.
Os produtores de manga do Jaíba, na região Norte de Minas Gerais, investiram na certificação e na busca por produtos diferenciados para aumentar a participação no mercado externo. De acordo com Cláudio Wagner, do Sebrae em Minas Gerais, a manga da região é exportada principalmente para Europa e Estados Unidos. Para aumentar o valor agregado da fruta, os agricultores investem na manga Palmer certificada e madura para consumo.
Fonte: Incorporativa
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