Um dos segmentos que vem crescendo ano a ano é o de educação. É cada vez maior o número de universidades, escolas, cursos profissionalizantes, cursinhos pré-vestibular, escolas para executivos, entre tantas outras. Em paralelo, nos últimos anos, percebemos também, algumas mudanças que vêm transformando o setor, como o investimento na qualificação dos professores e a incorporação de tecnologias, contribuindo para o boom do ensino a distância.
No entanto, oferecer tais soluções não é mais suficiente para ampliar a credibilidade e manter o posicionamento no mercado. Hoje, é preciso ir muito além e adotar outras estratégias, como, por exemplo, manter o foco em um público específico, usar mecanismos de games, criar formas de oferecer conteúdo gratuitamente e fechar parcerias. Essas são algumas alternativas já adotadas como diferencial competitivo.
A doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Andrea Ramal, fala sobre essas novas estratégias e como podem trazer resultados para seu negócio concorrer com as já tradicionais escolas no mercado, reconhecidas nacionalmente. Empresários que já experimentaram também comentam suas experiências. Acompanhe!
AS OPORTUNIDADES
De acordo com pesquisa realizada pelo Datapopular, divulgada em janeiro deste ano, a estimativa é que, em 2013, os brasileiros gastem R$75 bilhões com educação, valor 5,6% maior que o registrado em 2012, quando os gastos foram de R$62,8 bilhões.
Diante desses números, vale a pergunta: como as pequenas e médias empresas devem se preparar e planejar para se destacarem frente a este mercado acirrado? Segundo Andrea Ramal, a base para manter o posicionamento em longo prazo será pela qualidade, e não mais o valor das mensalidades. “Como em qualquer outro setor de atuação, as PMEs devem ficar atentas à concorrência e investir em diferenciais, sobretudo ligados à tecnologia, mas, também, ao atendimento do aluno e à qualificação docente.
O ensino superior pode mudar muito, mas o aluno sempre irá preferir instituições em que encontre bons professores, conhecimento de ponta, certificado com valor de mercado e contatos profissionais”, ressalta a especialista.
Pensando em oferecer algo a mais, além dos preços acessíveis, o Centro Universitário UniCarioca optou por direcionar suas atividades para as classes C e D. Para tanto, teve de reavaliar seu modo de ensino e atualizar o currículo. “Recentemente, adaptamos nossos currículos para incluir competências que são essenciais a qualquer carreira, tais como Liderança, Empreendedorismo, Criatividade, Ética e Responsabilidade Socioambiental.
Corrigimos algumas deficiências de formação básica, como Português e Matemática, e procuramos também dar orientações para a carreira, além de trabalhar a autoestima do aluno, importante para o tipo de público que recebemos. Queremos que a origem do aluno não seja uma restrição para que ele alcance o sucesso profissional. Essa é a nossa missão: garantir acessibilidade, qualidade no ensino e empregabilidade”, detalha o reitor da UniCarioca, Celso Niskier.
Após tais medidas, o Centro Universitário garante ter triplicado o tamanho nos últimos quatro anos, expandindo a pós-graduação e ampliando a oferta de cursos de graduação, além de ter registrado redução de 25% na evasão, com a implantação de programas como o reforço acadêmico e a orientação individualizada da aprendizagem. “Nossos professores atuam mais motivados, pois entendem a missão social da instituição, e isso contribui para aumentar o rendimento do ensino. Enfim, acreditamos que estamos no caminho certo do crescimento com qualidade e sustentabilidade”, reforça o reitor.
Quem também investe em soluções de ensino para a nova classe média é a turma do Descomplica. Desta vez o foco está nos alunos em fase pré-vestibular. O site, com menos de dois anos de atuação, já oferece mais de 3.000 aulas pré-gravadas, além de aulas ao vivo, monitoria, correção de redações, questionários com gabarito em tempo real e um fórum de perguntas e respostas com mais de duas mil questões respondidas. Tudo isso por um custo mensal no valor R$20,00, garante o fundador e CEO do Descomplica, Marco Fisbhen.
Ele diz que o valor da mensalidade foi pensado justamente para poder servir àqueles alunos que não podem arcar com os custos de um cursinho tradicional. E, além do preço acessível, eles têm também parte do conteúdo que pode ser acessado gratuitamente. Para tanto, a sua estrutura conta com mais de 30 professores qualificados para auxiliar estudantes.
A inclusão e o apoio aos alunos de escolas públicas sempre foi uma preocupação do Descomplica e, além disso, eles têm também projetos especiais na rede pública. “Tanto que, 87,1% dos nossos alunos pertencem a famílias com renda mensal menor que dez salários mínimos e 76% não faz cursinho presencial. No último Enem, 78% dos nossos alunos obtiveram notas acima da média nacional e mais de 100 mil foram aprovados em universidades públicas”, comemora.
Fonte:Gestão e Negócios
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