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Empreendedorismo

Filhos abrem negócios inspirados nas paixões de seus pais

09/08/2013

A paixão transmitida de pai para filho deixou de ser apenas lazer para algumas famílias e está gerando lucro. Três exemplos que mostram o prazer dos pais virando negócio nas mãos de filhos empreendedores são dos empresários Tamiris Ciuccio, Julio Cesar Kunz  e Sandro Gomes.

Ciuccio criou em São Paulo a Rerciu, empresa de encadernação e restauração de livros, e Kunz pretende abrir, ainda este ano, em Caxias do Sul (RS), a cervejaria e destilaria Petronius. No Rio de Janeiro, Gomes, filho do humorista Mussum, lançará em homenagem ao pai, no dia 19 de agosto, a cerveja "Biritis". Mussum morreu em 1994 e ficou conhecido por fazer parte dos Trapalhões e pelo seu gosto por bebida.

Ciuccio diz que, na adolescência, via o pai, Renato Ciuccio, 57, desmontar livros para entender como era o processo de encadernação. Em 2007, aos 19 anos, frequentou um curso para encadernadores junto com o pai. Foi quando também se apaixonou pela atividade.

"Fiquei encantada com tudo o que aprendi no curso. Percebi que poderia dar vida nova a livros que ficavam esquecidos no tempo", afirma.Para abrir a Rerciu, que funciona na casa da família, Ciuccio investiu R$ 15 mil.

Com o apoio do pai, que é funcionário público e a ajuda nas horas vagas, a empresária administra o negócio desde 2008. Por ano, ela fatura R$ 35 mil e se enquadra como MEI (microempreendedora individual)."Amo meu pai. Trabalhar com ele é ter mais tempo para curtir momentos em família. É algo que vai além do profissional", declara.

Pai e filho investem em cervejaria
Já o empreendedor Julio Cesar Kunz, 30, pretende, até o final de 2013, abrir a cervejaria e destilaria Petronius, em Caxias do Sul (RS). A ideia do negócio surgiu da paixão do pai, Emílio Kunz Neto, 50, por cervejas especiais.

"Meu pai é tão fascinado por cervejas que, na casa dele, tem uma geladeira só com chopes especiais e uma torneira para ele tirar a bebida sem precisar abrir a porta", diz o filho.Segundo Kunz, a paixão do pai é tanta que, em 2012, ele fez um curso técnico de produção de cervejas para se especializar no assunto. Para aproveitar este conhecimento, o filho propôs ao pai a sociedade na cervejaria.

"Já temos o imóvel e estamos finalizando as receitas. Estamos muito empolgados para trabalharmos em família", afirma.De acordo com o empresário, o investimento previsto para o negócio é de R$ 3 milhões ao longo de cinco anos, quando a fábrica deve alcançar a produção de 20 mil litros de cerveja especial por mês. A bebida deverá ser vendida por R$ 21 a garrafa com 500 ml.

Paixão pode iludir empreendedor
De acordo com o consultor do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e à Pequena Empresa de São Paulo) Reinaldo Messias, quando o negócio nasce de uma atividade prazerosa, a possibilidade de dar certo é maior.

"É preciso gostar do que faz, afinal, o empresário vai passar a maior parte do seu tempo na empresa", diz.No entanto, Messias afirma que é preciso ter cuidado para a paixão não falar mais alto do que a razão. "Só o prazer não basta. O negócio tem de gerar lucro."

Segundo o consultor, é preciso analisar se o mercado no qual pretende ingressar está em crescimento ou recesso e se haverá público para o produto ou serviço que vai oferecer.

"Às vezes, a paixão por uma atividade pode iludir o empreendedor. O gosto dele pode não ser, necessariamente, a preferência do cliente. Se ele perceber que não terá lucro, é melhor manter esta paixão apenas como hobby", diz.

Fonte: Exame

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