SÃO PAULO – As empresas estatais federais investem mais em inovação que empresas industriais e de serviços privadas. A avaliação consta na Pesquisa de Inovação nas Empresas Estatais Federais 2008, divulgada nesta quarta-feira (20) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o levantamento, a taxa de inovação das empresas estatais federais chegou a 68,1% em 2008. Isso significa que, das 72 estatais investigadas, 49 implementaram produto e/ou processo novo ou aprimorado entre 2006 e 2008. Para analisar os dados sobre as empresas privadas, são levados em conta os números da Pintec 2008 (Pesquisa de Inovação Tecnológica), que ouviu corporações da área da indústria e dos serviços sobre inovação. Segundo esse levantamento, o índice de inovação entre as empresas privadas é de 36,8%. O gasto das estatais federais com atividades inovadoras em 2008 foi de R$ 5,6 bilhões, o que representa 1,7% do faturamento de cerca de R$ 330 bilhões dessas companhias.
Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) A inovação em processos predominou em um terço das estatais inovadoras, sendo que, desse total, 30,6% delas inovaram emproduto e processo e 4,2% apenas em produto.
Essa realidade é diferente entre as empresas privadas, onde as inovações em produto e processo foram escolha de 17,2%. Entre as atividades escolhidas para inovação nas estatais, destaque para pesquisa e desenvolvimento que é escolha de 42,9%. Nesse mesmo aspecto, o índice é de 11,9% nas empresas privadas que participaram da Pintec 2008. Dos R$ 5,6 bilhões investidos pelas estatais em inovação, o gasto em P&D interno foi de R$ 3,5 bilhões.
Obstáculos Mais da metade das estatais federais enfrentou obstáculos à inovação em 2008. Os principais foram a dificuldade para se adequar a padrões, normas e regulamentações e a rigidez das organizações. Esses tópicos foram citados por 64,3% das estatais federais. Já entre as empresas participantes da Pintec, a dificuldade de se adequar a padrões foi citada por 32,4% e a rigidez das organizações foi lembrada por 31,4%. Para essas empresas, o principal obstáculo citado são os elevados custos de inovação (73,1% das respostas). Destaque também para o tópico “falta de pessoal qualificado”, que foi citado por 57,1% das estatais federais inovadoras, e já havia sido citado por 58,8% das empresas privadas que participaram da Pintec 2008. Qualidade de produtos
Todas as estatais inovadoras que responderam a pesquisa apontaram pelo menos um impacto vindo da inovação como relevante. O tópico mais citado é a melhoria da qualidade dos produtos (83,7%), seguido do aumento da flexibilidade de produção (83,7%) e o aumento da capacidade produtiva (75,5%).
Nesse mesmo aspecto, entre as empresas que responderam a Pintec, os principais impactos relacionavam-se à posição da empresa no mercado (manteve ou ampliou a participação – 76,4% e 68,5%, respectivamente) e à melhoria da qualidade dos produtos (75,5%). Financiamento
Entre as empresas estatais que inovaram, 24,5% receberam algum tipo de incentivo governamental para inovar. Esse percentual é um pouco maior que o observado nas empresas ouvidas na Pintec (22,3%).
Fonte: Infomoney
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