O aumento da concorrência dos importados no mercado doméstico e formas de melhorar o desempenho dos exportadores foram pautas do encontro entre governo e indústria nesta segunda-feira (14) na capital paulista. A intenção do encontro, que contou com a participação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, foi discutir estratégias para estimular as vendas para o exterior e minimizar o impacto da concorrência de produtos desenvolvidos fora do País dentro do mercado nacional.
Segundo a Agência Brasil, o ministro Fernando Pimentel assegurou que, até abril, será definida a segunda edição da PDP (Política de Desenvolvimento Produtivo), para orientar os rumos da produção no longo prazo no País. As principais soluções do plano do governo devem ser de estímulo à inovação tecnológica e maior qualificação de mão de obra. A expectativa do ministério é alcançar US$ 10 bilhões de saldo na balança comercial em 2010.
O ministro informou ainda que o governo reativará o CNDI (Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial), que foi criado em 2004, com a primeira política industrial do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas se reuniu apenas uma vez. O governo indicará 14 ministros, além do presidente do BNDES, enquanto a indústria terá 14 assentos no conselho.
Cobrança
No encontro, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, disse esperar que a atual gestão presidencial acabe com as deficiências existentes na área da fiscalização, o que ajudaria a barrar a entrada ilegal de produtos manufaturados no país. A avaliação do empresário é que o número de profissionais encarregados de fiscalizar manufaturados que entram pela fronteira é insuficiente.
Conforme divulgado pela Agência CNI (Confederação Nacional da Indústria), durante a reunião, os integrantes do Fórum Nacional da Indústria – que reúne os presidentes de associações nacionais setoriais e de federações de indústrias – também apresentaram queixas com relação à perda de competitividade de muitos setores industriais, provocada, entre outros fatores, pela excessiva valorização do real, altas taxas de juros, dificuldade de acesso ao crédito e agressiva concorrência externa.
Fonte: InfoMoney
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