Algumas histórias de empreendedores nos inspiram e podem render boas lições. A trajetória de John Crowley é uma delas. Em 1998, o empresário americano trabalhava na área de marketing da Bristol-Myers e tinha acabado de concluir seu MBA em Harvard. Foi nessa época que descobriu que seus dois filhos mais novos, Megan e Patrick, tinham a rara doença de Pompe. Como não havia tratamento para o problema, por conta da degeneração dos músculos e do sistema nervoso, eles dificilmente chegariam aos 10 anos de idade.
Relutante em aceitar o destino das crianças, Crowley começou a buscar estudos sobre possíveis curas para a doença. Foi assim que ele conheceu o trabalho do pesquisador William Canfield. Certo de que a pesquisa de Canfield o levaria a resultados promissores, convenceu o acadêmico a fundar a Novazyme, uma startup de biotecnologia. A decisão, segundo o próprio Crowley, não foi fácil, pois envolvia abrir mão de um emprego estável e investir em uma área na qual tinha pouca experiência.
A empresa começou com doações, mas logo ganhou corpo ao levantar US$ 27 milhões de investimentos através de fundos de venture capital. O trabalho que estava sendo desenvolvido chamou a atenção do mercado e, em 2001, a Novazyme foi comprada por US$137,5 milhões pela Genzyme, uma grande empresa farmacêutica que já estava investindo em outras pesquisas para o tratamento de Pompe. Dessa vez, Crowley assumiu o cargo de vice-presidente. Mas logo depois que o medicamento foi desenvolvido, ele precisou deixar o emprego novamente. Sua permanência configuraria conflito de interesses. A única forma de realizar os testes com Megan e Patrick seria com ele fora da empresa.
O remédio teve o efeito esperado e os filhos de Crowley apresentaram uma melhora significativa. Enquanto isso, Crowley se tornou CEO da Amicus Therapeutics, uma empresa que desenvolve pesquisas sobre doenças genéticas. Para aqueles que desejam virar empreendedores – ou já se tornaram um – o mais importante da trajetória do americano é a lição de que seja qual for o negócio em que nos envolvemos, é preciso ter muita determinação e uma boa dose de paixão por aquilo que se faz.
Fonte: Pequenas empresas & Grandes negócios
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