As micro e pequenas empresas (MPE) do estado de São Paulo fecharam 2010 com o melhor resultado da série histórica da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, iniciada em 1998. As MPE paulistas encerraram o ano com receita total de R$ 305,8 bilhões, aumento real, descontada a inflação, de 9,6% em relação a 2009.
A pesquisa Indicadores Sebrae-SP também apurou que as micro e pequenas empresas faturaram R$ 30,7 bilhões em dezembro de 2010, alta de 19,2% ante o mesmo mês do ano anterior, o que representou o 15º mês consecutivo de aumento de receita real e o melhor resultado, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, na série histórica do estudo.
A pesquisa Indicadores Sebrae-SP é realizada mensalmente pela instituição, com a colaboração da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). O universo do estudo é 1, 3 milhão de micro e pequenas empresas do estado. De acordo com a pesquisa, o setor de serviços cresceu 22,6% no mês, seguido pelo comércio (22,5%) e pela indústria (5,7%). Segundo o consultor do Sebrae em São Paulo Pedro João Gonçalves, entre os fatores que contribuíram para o resultado estão o crescimento do mercado interno (ocupação e massa salarial) e a base de comparação relativamente modesta - em 2009 a economia brasileira foi atingida pelos efeitos da crise internacional.
Destaque para o interior
Comparando as regiões do estado, o interior ficou com o maior destaque no ano, faturando 11,4% a mais que em 2009. Em dezembro, a receita ficou 16,2% maior que no mesmo mês do ano anterior. Na contrapartida, o Grande ABC registrou os aumentos mais modestos, tanto no faturamento em dezembro de 2010 (+0,8%), como no acumulado do ano (+1,5%). Na capital, a progressão do faturamento foi de 6,7% em dezembro e de 7,5% no ano.
Na comparação de dezembro/10 com novembro/10, o faturamento real das MPE registrou crescimento de 14,1%. As vendas de fim de ano, beneficiadas pelo pagamento do 13º salário, contribuíram para o bom resultado das micro e pequenas empresas. Quanto às expectativas dos proprietários desses negócios, em janeiro/11, os informantes acreditam em estabilidade para o faturamento nos próximos seis meses: 44% acreditam em manutenção na receita da empresa, ante 27% no mês anterior.
Para Pedro João Gonçalves, as atividades ligadas ao mercado interno e cujos produtos são de baixo valor unitário (como serviços prestados aos consumidores) tendem a apresentar uma evolução relativamente mais favorável do que aquelas cujas vendas são mais dependentes de financiamento e de atividades relacionadas ao mercado externo.
Fonte: Agência Sebrae
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