“A economia criativa é a economia das micro e pequenas empresas.” A afirmação é de Lala Daheinzelin, autora de diversos livros sobre o tema e uma das pioneiras do assunto no Brasil. Lala esteve em Curitiba para participar como conferencista da Feira do Empreendedor 2013 – Paraná, o maior evento de empreendedorismo do Paraná, realizado pelo Sebrae/PR de 21 a 24 de março passado.
Com o título “Economia criativa, negócios inovadores e sustentáveis”, Lala mostrou em sua palestra que a economia criativa é medida pelo conhecimento, pela criatividade e pela experiência, ou seja, por tudo o que não é palpável. “Trabalhar com o intangível é crescer de forma exponencial. Tudo o que se organiza em torno do palpável, como o petróleo, terra, materiais, não se multiplica com o uso.”
“Nas micro e pequenas empresas, a economia criativa é a chave para todos os tipos de atividades. Os empreendedores devem reconhecer o que cada um tem como único e, em seguida, se conectar com os outros, difundindo o conhecimento e ouvindo outras ideias. Não trabalhe sozinho, o trabalho colaborativo é o meio para os pequenos tornarem-se grandes”, aconselha a especialista.
Lala também acredita que o empresário de micro e pequena empresa deve considerar que a riqueza e os recursos não são apenas monetários. “O conhecimento e a experiência são recursos multiplicáveis”, entende. Para ela, a economia criativa é a multiplicação de informações e está presente em todos os níveis, não apenas na área cultural, como teatro, cinema, galerias de arte, dentre outros.
“O imigrante quando chega a uma terra desconhecida não leva nada do seu tangível. Não traz moeda, bens ou terra, mas traz o seu conhecimento, experiência e cultura, e é isso que de fato gera riqueza.”
História
A primeira vez que se pensou em economia criativa foi na Inglaterra, em 1997. Tony Blair, então primeiro-ministro do Reino Unido, queria ver como o país poderia crescer, mas sem usar os recursos naturais ou produtos. Ele observou que a Grã-Bretanha era uma ilha rica em produtos intangíveis, como Shakespeare, Beatles, Rolling Stones, dentre outros.
A partir disso, o governo inglês promoveu, de forma estruturada, um plano de desenvolvimento estratégico para setores nos quais que se poderia aplicar essa economia do conhecimento.
“Hoje, 25% do PIB (Produto Interno Bruto) de Barcelona (na Espanha) vêm da economia criativa. Medelín, a capital colombiana, antes conhecida como a cidade mais violenta do mundo, é hoje a mais inovadora, 40% do orçamento do país são para educação e cultura”, exemplifica Lala Daheinzelin.
Sobre o Sebrae/PR
O Sebrae/PR - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná é uma instituição sem fins lucrativos criada para dar apoio aos empresários de micro e pequenas empresas e aos empreendedores interessados em abrir o próprio negócio. No Brasil, são 27 unidades e 800 postos de atendimentos espalhados de norte a sul. No Paraná, cinco regionais e 11 escritórios. A entidade chega aos 399 municípios do Estado por meio de atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados.
O Sebrae/PR oferece palestras, orientações, capacitações, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco em empreendedorismo, setores estratégicos, políticas públicas, tecnologia e inovação, orientação ao crédito, acesso ao mercado, internacionalização, redes de cooperação e programas de lideranças.
Fonte:Sebrae
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