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Empreendedorismo

Microempreendedor ganha mercado e planeja exportar

28/08/2012

Brasília - A primeira virada na vida do cearense João Eudes da Silva Júnior se deu quando ele encontrou na lata do lixo uma receita de bombom caseiro. Desempregado, recém-casado e passando por necessidades, o rapaz teve uma ideia: fazer os doces e tentar vendê-los pelas ruas de Pinheiro, cidade a 400 km da capital São Luís, no Território da Cidadania Baixada Ocidental Maranhense, região de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que recebe ações do Sebrae para o desenvolvimento local.

O desafio, então, foi encontrar matéria-prima para produzir os bombons. João Eudes teve de viajar até a capital do estado e voltou de lá com cinco barras de chocolate, suficientes para produzir os primeiros doces. “Eu e minha mulher fizemos os bombons na casa da minha sogra e, logo depois, saí para vender. Mas eu tinha vergonha de oferecer. Mesmo assim, quando voltei no fim da manhã minha mulher ficou surpresa porque a bandeja estava vazia”.

O produto agradou aos consumidores de Pinheiro e João Eudes ganhou uma clientela fiel, embora pequena. “A gente fazia 20 bombons por dia e os vendia a R$ 1 cada. Era o máximo que conseguíamos fazer com duas pessoas”, conta.  A matéria-prima continuou a ser adquirida no distante mercado varejista de São Luiz, em viagens que ele fazia todos os sábados. “Ficava muito caro”, admite.

Foi nessa época que um gesto simples lhe serviu de exemplo para mostrar o valor da parceria. “O dono da van que me levava até São Luiz via o meu esforço e não cobrava a passagem. Em troca eu lhe dava bombons. Isso ajudou muito a superar a fase mais difícil”, aponta o rapaz de 28 anos, que já foi cobrador de pau-de-arara, ganhando R$ 7 por dia.

Outra virada

O negócio era tocado na informalidade e no improviso, o que prejudicava a ambição de crescimento do casal. Aconselhado por um amigo, João procurou a unidade do Sebrae em Pinheiro. E foi aí que se deu a segunda virada na vida dele.  Com orientação do Sebrae, a empresa foi formalizada e João Eudes virou Microempreendedor Individual (MEI). A mudança impactou positivamente nos negócios. “Com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) na mão, comecei a comprar a matéria-prima no atacado. Se antes eu pagava R$ 13 a barra de chocolate, como empresa passei a pagar R$ 7”, aponta o empresário.

Nos cursos que fez no Sebrae, o rapaz começou a se familiarizar com temas como gestão financeira, contabilidade na prática, marketing e design, todos oferecidos dentro do projeto Comércio Varejista. O empresário também foi orientado a investir na construção de um espaço exclusivo, com climatização e higienização apropriadas.

O analista-técnico do Sebrae, David Felipe Amorim Pereira, conta que uma das primeiras orientações que deu ao MEI foi definir uma marca e apostar no marketing para ampliar o mercado. “Escolhemos uma identidade visual para o chocolate dele e parece que deu resultado”, conta David. E assim nasceu a Choco Bom Chocolates Artesanais.

O gerente de Desenvolvimento Territorial do Sebrae, André Spínola, lembra que o crescimento empresarial da Choco Bom é reflexo do esforço desenvolvido pela instituição em 104 Territórios da Cidadania atendidos em todo o país. “O Sebrae aposta na interiorização do desenvolvimento e para isso amplia as fronteiras de atuação da instituição”, afirma.

Os investimentos em gestão e infraestrutura elevaram a produção mensal da Choco Bom para três mil bombons. Além da venda direta, os doces são distribuídos em padarias, confeitarias e em um grande supermercado local. “O Choco Bom é o bombom mais conhecido da cidade”, diz Eudes, sem modéstia. Mesmo com todo o crescimento, o microempreendedor individual ainda não está satisfeito. Olha para o futuro com planos ambiciosos. “Até 2020, quero alcançar o mercado externo”, planeja.

Fonte: Sebrae


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