Qual a empresa?
Categorias mais buscadas: ver todas as categorias

Empreendedorismo

O poder empreendedor do sonho

13/05/2013

A guatemalteca Nathalie Trutmann mostrou o quanto acredita no poder empreendedor do sonho quando escreveu o livro Manual Para Jovens Sonhadores. Ela mesma abandonou uma bem-sucedida carreira em multinacionais para seguir os próprios "devaneios" e hoje viaja o Brasil dando palestras sobre inovação e educação empreendedora. Nathalie é atualmente Chief Magic Officer da faculdade de tecnologia FIAP, de São Paulo, idealizadora do brasil20.org, plataforma que reúne histórias inspiradoras de empreendedores digitais, e embaixadora da Singularity University no Brasil. Nathalie também escreve no blog Mulheres Empreendedoras.

Até enxergar o próprio sonho, Nathalie trilhou um caminho tortuoso, que a levou a exercer várias atividades ao redor do mundo. Hoje, a autora deu uma palestra para universitários no 4º Congresso Pernambucano de Empreendedores Jovens e Empreendedores (CPEJE), que acontece até amanhã no Centro de Convenções de Pernambuco, no Recife. Mas antes de subir ao palco, ao lado do filho Francisco, de 6 anos, ela falou para o site de Pequenas Empresas & Grandes Negócios sobre o poder do sonho. E revelou que acaba de realizar mais um: se livrou de vez do celular, perdido esta semana.

Qual a importância do sonho para o empreendedorismo?
O sonho é o motor. O sonho é a semente onde nasce tudo.

E como a gente transforma esse sonho em prática? Como a gente realiza o sonho?
Com muita determinação, com muita garra, com muita vontade. Superando as dúvidas, superando os medos, qualquer sonho pode virar realidade. Mas muitas vezes são as dúvidas e os obstáculos que encontramos no caminho que nos fazem desanimar muito rapidamente, porque as coisas não acontecem no tempo que gostaríamos que ocorressem.

E quais são as armas para se manter firme na realização do sonho?
Primeiro, se cercar de muitos outros sonhadores, que estão fazendo acontecer, porque a energia deles vai te levar para a frente, não vai te deixar desistir. Segundo, se permitir ser maluco, acreditar que dá para fazer acontecer. Terceiro, muita persistência e perseverança.

Você seguiu um caminho tortuoso até chegar a essas conclusões. O que você aprendeu nessa trajetória?
Meu caminho foi maluco, desviado e bagunçado, porque eu não via realmente o que eu gostava de fazer, e ficava ouvindo o que supostamente deveria fazer. Como vivi isso na pele, e agora olhando para trás, dá para ver que a gente não precisa passar por isso. É bom, é uma experiência com a qual a gente acumula mais força. Mas você também pode seguir seu sonho sem passar por isso. Ninguém ensina que o que dá prazer pode virar trabalho. A gente acha que o esforço é o que vale. Mas, e o que a gente gosta de fazer? Por que o que a gente gosta não pode ser também o que a gente faz na vida?

Até que ponto esse movimento é uma reação da sua geração a uma geração mais tradicional?
No meu caso, acho que é uma reação ao modelo muito tradicional no qual eu vivi. Porque meus pais me deram todas as oportunidades para o estudo, mas qualquer coisa que fosse fora da caixa dava medo, pela incerteza. Como fazer dinheiro? Como ter uma vida com isso? Como isso vai dar certo? E eu segui esse caminho direitinho. Passei pelo MBA, trabalhei em todas as empresas multinacionais, tudo o que era supostamente a garantia de felicidade. Mas quando eu estava lá dentro, olhava e pensava: isso não é felicidade. As pessoas aqui dentro não são felizes, não sou só eu. Acho que a minha reação é a de enxergar que o que construíram para nós já não consegue nos nutrir hoje. Até porque hoje a gente vive numa era privilegiada e não tem de passar pelo que nossos pais passaram.

O que você tenta passar para os seus filhos hoje?
Muita alegria, muita simplicidade. A gente pode ser feliz com pouco. O mais importante é a gente fazer o que gosta. Não ter vergonha. É engraçado como a gente desde tão pequeno já tem vergonha. E a vergonha é o que vai atrapalhando o nosso caminho na vida.

Você acha que o mundo corporativo está preparado para isso?
É engraçado, porque as empresas querem pessoas mais criativas, mas o sistema engole essas pessoas. Quando eu pedi demissão do último emprego, o presidente da empresa disse que eu era uma das pessoas mais criativas que ele já havia conhecido e que precisava de pessoas como eu. Mas do jeito que o sistema é montado, ele te mata, pela falta de liberdade, pela falta de autonomia. E hoje em dia você vê muitas empresas preocupadas em encontrar esses jovens criativos, em encontrar essa energia. Algumas têm boa vontade e estão caminhando para conseguir abrir mais a mente, mas é difícil.

Então as empresas também têm de mudar?
Sim, as empresas. Como é que elas vão conseguir atrair pessoas criativas? O problema é que as empresas falam que querem inovação, mas querem inovação dentro de uma caixinha, querem resultado garantido. Assim não dá para fazer inovação.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

O poder empreendedor do sonho


Voltar Índice de Empreendedorismo
Coloque sua empresa na internet! Hot Sites EmpresasVALE
ApoioIncubadora Tecnológica UnivapSão José dos CamposSebrae SPCIESPUnivapParceirosACI SJCACI SP
2000 - 2013 | EmpresasVALE® - Todos os direitos reservados
Desenvolvido por: Sites&Cia