São mais de 130 produtores, de cinco municípios da região centro-oeste de Minas Gerais. Juntos, eles comercializam 13 tipos de produtos agrícolas. O carro-chefe é o tomate, responsável por 60% dos negócios.
O produtor José Duarte é o diretor administrativo e negociador. Faz as cotações do mercado, compra os insumos agrícolas e vende a produção. Com a central, eles eliminaram os atravessadores e aumentaram o lucro.
Para garantir a produção agora, toda semana tem um técnico nas lavouras. A previsão é que os produtores da central colham 700 mil caixas de tomate, 30% a mais que no ano passado.
Mas não é só o aumento na produtividade que animou Roberto Moreira, no município de Onça de Pitangui. Toda a produção está vendida e ele nem precisou sair da lavoura para fechar o negócio. “A gente pode ficar mais voltado para o negócio no campo. Temos uma segurança maior na comercialização”.
Os produtores vendem principalmente para os estados de São Paulo e Minas Gerais. O tomate é um fruto muito perecível, o ideal é que quatro dias após a colheita já esteja na mesa do consumidor.
Para a distribuição não falhar, o plantio é planejado passo a passo. Com isso, outro problema foi resolvido: as perdas por falta de comercialização.
Por mês são plantadas 200 mil mudas, quantidade dividida entre todos os produtores. É assim que eles conseguem planejar a produção semana a semana, evitando que várias plantações cheguem ao ponto de colheita ao mesmo tempo. Esse cuidado diminuiu as perdas em 15%.
Com a economia, mais funcionários foram contratados. Atualmente são 300.
A compra conjunta dos insumos e o preço diferenciado pela negociação de uma maior quantidade de tomate, aumentaram o lucro dos produtores em 40%.
Fonte: Folha
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