Às primeiras gotas de chuva nas grandes cidades aparece, como num passe de mágica, uma pessoa cada 50 metros vendendo um guarda-chuva. Como é um objeto incômodo de carregar na mão e que nem sempre cabe dentro da bolsa das mulheres, é prático gastar cinco reais e comprar um “made in China” cada vez que se corre o risco de ficar molhado no meio da rua.
E assim, com o mercado “inundado” desses guarda-chuvas chineses – que a bem da verdade, não duram mais do que duas chuvas (se tiver vento então, nem se fala), a indústria brasileira de guarda-chuvas começou a afundar, ficou reduzia a menos de 50%. Foi preciso muita criatividade dos empresários brasileiros para sobreviverem. Muitas delas passaram a viver da criação de kits promocionais, guarda-chuvas e guarda-sol para estacionamentos, hotéis, etc., já que não tinham condições de competir com o baixo preço dos produtos chineses.
A Pumar, fundada no Rio há quase 80 anos, soube se reiventar, depois de praticamente fechar as portas nos anos 90 - de mil funcionários, passara a 50. Começou a fabricar capas de chuva, bolsas impermeáveis, capas para tablets tudo com selo verde filtro anti-UV e investiu no guarda-chuva como acessório de moda, o que acabou sendo o pulo do gato da empresa com a criação da grife Maria PUmar e a venda para lojas multimarcas
Em entrevista ao site Pequenas Empresas, Grandes Negócios, a empresária Lucia Pumar explica que o importante é garantir um produto duradouro, sem defeitos, mesmo que o preço médio seja de R$ 180,00. A empresária, que já tem uma loja própria desde 2011, pretende abrir uma rede com sistema de franquia. Certamente será UM SUCESSO!
Fonte:Globo
| Voltar | Índice de Empreendedorismo |