A insatisfação com o serviço e o custo elevado da telefonia brasileira fizeram com que o economista gaúcho Paulo Logemann Saraiva buscasse criar uma alternativa. E quando foi morar nos EUA, descobriu o Magic Jack, um aparelhinho que permitia o uso da internet para fazer e receber ligações, a um custo bem mais baixo. “O Magic Jack tem 11 milhões de usuários nos EUA, onde a telefonia nem é tão custosa como aqui”, contou.
Para desenvolver uma alternativa brasileira, ele então foi para a China, visitou cerca de 50 indústrias, até criar o Pligg. Depois de três anos desenvolvendo o sistema, homologando o serviço junto a Anatel e passar por um período de soft opening, a empresa está pronta para decolar no mercado, e já tem seu produto distribuído em grandes redes, como Walmart e Lojas Americanas. A ideia é chegar a 600 mil usuários até o final de 2014.
Hoje, o Pligg já tem dez mil usuários, muitos deles em cidades menores, onde não existem outras opções ou essas são muito caras. “Desses dez mil usuários, recebemos apenas uma devolução do produto, o que mostra a qualidade de nosso serviço”, contou Paulo.
O foco da empresa são os pequenos comércios e usuários insatisfeitos com a linha residencial. Segundo seu proprietário, 4 milhões de residências em locais com menos de 20 mil habitantes não têm telefone, e o Pligg poderia ser uma boa alternativa. Também se pretende atingir brasileiros que moram no exterior, já que o usuário pode levar o número para fora do país e fazer ligações para o Brasil a preço de ligação local, assim como receber ligações de parentes daqui sem pagar interurbano.
Diferente de outros serviços de telefonia pela Internet, o Pligg permite fazer e receber chamadas (por um número novo que vem junto com o pacote); promete uma qualidade de ligação melhor, sem voz robotizada ou delay exagerado; e tem a conveniência de se utilizar o aparelho de telefone convencional. Outro diferencial é poder usar uma conexão de Internet não tão potente (28 kbps é suficiente), o que atinge áreas onde a rede não chega com tanta eficiência.
O produto inclui tanto o serviço como o adaptador para ligação de um telefone comum a um computador (via USB). O pacote custa 119 reais e permite seis meses de ligações ilimitadas para telefones fixos no Brasil e para qualquer número nos Estados Unidos. Depois, o usuário passa a pagar 14,99 reais por mês. Para efetuar ligações para celulares brasileiros e para outros países, é necessária a compra de créditos pré-pagos.
Para se utilizar esse novo serviço, o computador precisa ficar ligado e conectado à internet. Localizada em Porto Alegre, a empresa tem apenas dez funcionários, e mesmo com a expansão dos negócios, Paulo não pretende aumentar, já que confia no seu sistema para atender com eficiência todos os usuários.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios
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