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Empreendedorismo

Um empreendedor de luta (literalmente)

18/10/2012

O que dizer de um empreendedor? Um lutador, que vai pra cima e enfrenta os concorrentes, se prepara, avalia as condições, se posiciona, ataca, defende e conta com um pouco de sorte. Vocês já devem ter ouvido essas definições, isoladamente ou até um grupo delas.

E não é que tem um grande empreendedor que reúne todas essas características? O nome dele é Dana White. Americano do estado de Connecticut, esse antigo personal trainer e ex-boxeador é hoje o CEO do UFC (Ultimate Fight Championship), a mais poderosa organização esportiva das lutas mistas, as MMA (Mixed Martial Arts).

E, como todo empreendedor, ele tem uma história cheia de reveses antes de chegar ao sucesso atual. Nesta semana, eu estava no Rio de Janeiro e, coincidentemente, encontrei Dana White em um hotel. Ele estava numa “reunião” com a banda Linkin Park (provavelmente fechando um acordo de show para alguma edição futura do UFC). Quando acabou a conversa entre eles, cheguei perto – primeiro para elogiar White pelo trabalho de empreendedor e pela transformação que promoveu no UFC, e depois para tirar uma foto com ele e meu irmão.

Nunca fui fã da luta; gostava de boxe. Meus irmãos acompanham UFC desde o início, e isso já tem uns 18 anos. Colhendo as histórias de quem acompanha há muito tempo é que se entende por que o UFC está onde está hoje e aonde quer chegar. No início, era muito malvisto. Para se ter uma ideia, vários estados americanos proibiam a modalidade, pela agressividade e pela falta de regras ou controles.

Em 2001, o UFC estava no limbo. Aliás, os fundadores foram os Gracie, tradicional família de lutadores de jiu-jítsu do Brasil (a visão deles era puramente da luta, do combate). Dana White e dois sócios compraram o UFC por US$ 2 milhões. O negócio ainda se encontrava extremamente vinculado à brutalidade das lutas e lhe faltava exposição para poder crescer. O ponto de virada foi o lançamento do reality show The Ultimate Fighter, hoje uma das maiores franquias de televisão do mundo. O reality rendeu visibilidade e associados. As regras das lutas do UFC foram reformuladas (três rounds de 5 minutos, proibição de alguns golpes, uso de luvas etc.).

Essas combinações trouxeram público, interesse da mídia e lutadores dispostos a buscar bons prêmios. O valor pago por luta a um boxeador de elite ainda é muito superior ao dos lutadores de elite do UFC. No entanto, a frequência com que acontecem as lutas, a diversidade de lugares pelo mundo, os ídolos em vários países, o cuidado meticuloso com que White cuida de todos os detalhes das lutas (ou, em linguagem do UFC, na montagem do card) são os fatores que têm transformado a modalidade no boxe do século XXI.

Em qualquer lugar em que é montada uma edição do UFC, os ingressos se esgotam em horas. Não fui à última luta no Rio, mas assisti em um restaurante que transmitiu as lutas principais. Parou tudo, as pessoas disputavam um pequeno espaço para ver o telão e, quando os brasileiros venceram suas respectivas lutas, parecia gol em final de Copa do Mundo. Aliás, os lutadores brasileiros são os grandes ídolos mundiais e detentores de três cinturões de categorias distintas (Junior Cigano, Anderson Silva e José Aldo).

Essa narrativa toda foi para demonstrar o que é o trabalho de alguém que empreende de verdade. É muito suor, desejo de ver o negócio decolar, disposição para corrigir rumos, misturados com um pouco de sorte (pessoas certas nos lugares certos na hora certa), até atingir o sucesso atual. Hoje o UFC está avaliado em US$ 1 bilhão pela Forbes e tem muito a crescer e se desenvolver. Fica aqui um link de um ótimo artigo sobre a história de Dana White.

Fiquei fã do UFC não pelo esporte em si, mas pela capacidade de um empreendedor recuperar um negócio e transformá-lo num ícone. Boa luta, Dana!

* André Martins é presidente da VB Serviços e do JLIDE e sócio do Ponto de Contato e Filmland

Um empreendedor de luta (literalmente)

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