Uma sala de aula que mais parece a casa de um amigo, com almofadas coloridas e espaço para preparar café. Assim é a Escola de Inovação em Serviços (EISE), inaugurada em abril e que se prepara para iniciar os encontros com a primeira turma de 40 alunos a partir de agosto.
Marco Santoro, diretor da EISE, diz que a intenção foi criar um curso alternativo ao padrão tradicional dos MBAs no país. Chamado de ”Jornada de Inovação em Serviços”, tem duração de um ano e foi organizado em 30 módulos divididos em quatro áreas – criar, estruturar, performar e diagnosticar. Ao final, a intenção é que os alunos tenham desenvolvido um projeto que esteja pronto para ser colocado em prática.
O conceito de organização da EISE é baseado na escola de Design Thinking, um método de gestão centrado no ser humano que encara o serviço como o foco para a inovação e solução de problemas. “O valor das coisas, na sua essência, está no serviço que eles prestam. Um produto não é só um produto”, afirma Santoro. A escola tem outros dois sócios - Tennyson Pinheiro e Luis Alt, sócio-fundadores da live|work no Brasil e autores do livro Design Thinking Brasil.
Segundo Santoro, o grupo inspirou-se em vários modelos internacionais, entre eles o da escola de negócios Babson College, nos Estados Unidos, e no Design Institute de Stanford, antes de criar a EISE. Os fundadores também passaram pelo Programa Disney de Qualidade de Serviços no processo de desenvolvimento do projeto.
Aquecimento em debate
Para testar a estrutura e promover a EISE, os organizadores programaram uma série de encontros e debates que vêm acontecendo desde abril. Chamados de Campfires, os encontros são gratuitos e podem ser frequentados por interessados nos métodos por meio de inscrição. Ainda há programação para o mês de junho.
Segundo Santoro, a EISE também está aberta a empresas que querem montar uma equipe de trabalho e desenvolver um novo produto ou serviço durante a jornada de inovação. “Ao final, nossa ideia é trazer alguns investidores para conhecer os projetos”, diz.
O curso oferece um certificado, mas não é reconhecido pelo Ministério da Educação. “Nosso foco não é diplomar, mas oferecer uma oportunidade de aprendizado”, diz.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios
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