Há 37 anos na indústria cinematográfica, Jeffrey Katzenberg, o chefão da Dreamworks Animation, de sucessos como Shrek, Madagascar e Kung Fu Panda, acredita que a sétima arte passou por três grandes revoluções.
As duas primeiras, há mais de 60 anos, com a migração do cinema mudo para o falado e a invenção do technicolor. Pode-se dizer que ele e seu estúdio estão no centro da terceira: a chegada dos filmes 3D. Parte da tecnologia utilizada nas duas recentes animações da DreamWorks foi desenvolvida dentro da empresa.
Caso do programa de animação – conhecido como Emo (E-motion) – rodado em máquinas de última geração, capazes de processar bilhões de dados simultaneamente. Em Como treinar o seu dragão, a ferramenta permitiu aos desenhistas levar às telas personagens ilustrados a níveis sem precedentes de detalhes, da textura das roupas e imperfeições na pele a um único fio de cabelo. “Estamos alguns passos à frente da concorrência”, avalia o executivo-chefe de tecnologia, Ed Leonard, numa alusão à Pixar, seu principal concorrente, que agora pertence à Disney. A evolução pode ser medida em alguns números.
Para dar vida a Shrek, em 2001, os designers definiram 500 linhas de movimento para o personagem. O dragão Toothless da mais nova animação tem 2,5 mil. Tudo isso se traduz em tempo diante do computador. Se para concluir Shrek foram passados cinco milhões de horas diante do computador, em Como treinar… o tempo consumido chegou a 50 milhões de horas, em cinco anos de trabalho. Ao todo, 100 terabytes em dados, o equivalente à capacidade de armazenamento de 20 mil DVDs.
Qual o segredo do sucesso da Dreamworks? “Não fazemos filmes apenas para as crianças. Nossos filmes são mais subversivos e irreverentes, o que agrada bastante aos adultos e adolescentes”, afirmou Katzenberg. “Ele é um pioneiro e reinventou a indústria de animação”, disse à DINHERO Jorge Peregrino, vice-presidente da Paramount na América Latina.
Fonte: IstoÉ Dinheiro – Guilherme Queiroz, de Los Angeles
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